7 Sinais que o seu corpo dá quando está desidratado


1- Prisão de ventre

O trânsito intestinal funciona perfeitamente quando há um equilíbrio entre o consumo de fibras e de água. O líquido se mistura às fibras e fazem as fezes ficarem mais volumosas e pastosas, impedindo o ressecamento. Ingerindo quantidade adequadas de água, o efeito das fibras sobre o movimento intestinal se torna mais eficaz. Dessa forma, se uma pessoa está com prisão de ventre, a primeira suspeita deve ser a baixa ingestão de fibras ou de água. Se o consumo de fibras está adequado, pode ser um sinal de que ingestão de água está abaixo do adequado.

2- Boca seca e poucas lágrimas ao chorar

Quando o corpo é desprovido de água, a primeira coisa que a pessoa sentirá é uma diminuição das perdas habituais de água, ou seja, seca a saliva e as lágrimas a uma quantidade inferior à normal. Dito isso, o ressecamento da boca pode ser o primeiro sinal de que seu organismo está precisando de água, seguido de olhos mais secos e pouca produção de lágrimas.

3- Alterações na urina

Urina escura, muitas vezes, indica baixo consumo de água, principalmente em épocas mais quentes, quando a transpiração aumenta e há mais perda de líquido no suor e menos na urina. Isso faz com que a urina fique mais concentrada, ou seja, com menos água. Este baixo consumo aumenta o risco da formação de pedras nos rins e outros problemas urológicos associados.

4- Pele seca

Após reduzir a oferta de água para saliva, lágrimas e urina, o corpo precisa optar onde vai mandar o volume de água restante no corpo para conseguir manter o sangue fluindo. Então, primeiro, a água de nossos tecidos é captada para dentro das veias, de forma a manter um volume adequado e também manter o corpo funcionando. Neste momento, a pessoa adquire aquele aspecto desidratado, no qual a pele fica desprovida de turgor (elasticidade) e pode ficar pálida, com olhos aprofundados e secos.

5- Queda da pressão arterial

Pudesse o organismo interromper toda a perda de água, ele o faria, mas como a perdemos através da respiração, pele e suor, um mínimo de perdas é sempre inevitável. Então, continuando a perder água, entramos na área da desidratação crítica e patológica. 

A água tem grande influencia no controle da pressão, já que a sua presença determina a densidade do sangue. Na falta crítica de água, o volume sanguíneo começa a entrar em crise e não há mais água suficiente para diluir metabolitos, como o açúcar, a ureia e o sódio. Também pode haver volume insuficiente para preencher adequadamente todo o leito arteriovenoso, então a pressão cai. Por conta disso, é comum sentir cansaço, indisposição, tontura ou dores de cabeça.

6- Câimbras

Com a quantidade de água reduzindo cada vez mais, os leitos venosos menos importantes - periféricos, como braços e pernas - são fechados. Rins, cérebro, fígado e outros órgãos vitais são privilegiados, e com isso as câimbras começam a se manifestar. Com menos sangue oxigenado chegando a essas áreas, os músculos não trabalham em plenas condições, gerando as câimbras. A queda da pressão arterial também favorece os desequilíbrios metabólicos que levam ao aparecimento do sintoma.

7- Vontade de doces e carboidratos

Quando você está desidratado, pode ser difícil para alguns nutrientes e órgãos funcionar corretamente. Um desses órgãos é o fígado, que precisa de água para liberar glicogênios e outros componentes responsáveis por fornecer energia ao seu corpo. A principal fonte de energia é a glicose, obtida por meio da alimentação - por isso, um organismo desidratado pode acreditar que está precisando ingerir mais comida, quando na verdade a energia fornecida pelos alimentos não está conseguindo ser transportada para as células. 

O resultado? Fome, especialmente por alimentos doces e carboidratos, que são grandes fontes de glicose. Entretanto, a ingestão desses alimentos pode não aplacar o desejo, já que o problema é a falta de água. Pense se você realmente precisa ingerir um alimento e analise outros sintomas que podem estar acontecendo - o conjunto de sinais pode indicar a falta de água.

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